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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Agente de Segurança Penitenciária, do GIR de SP, é campeão mundial de Jiu-Jitsu



O agente de segurança penitenciária (ASP), Marco Antonio Dib, membro do Grupo de Intervenção Rápida (GIR) de São Paulo-SP, tem se destacado como lutador de no-gi (jiu-jitsu sem kimono) e jiu-jitsu (de kimono). Dib é faixa marrom e atleta da equipe Brazilian Top Team uma das maiores academias de artes marciais do mundo.

O lutador tem participado de diversas competições pelo Brasil e também em outros países. Entre suas conquistas, Dib foi campeão mundial em 2010 de no-gi na califórnia (EUA) pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu (CBJJ). Também foi campeão mundial de jiu-jitsu em São Paulo-SP (07/2010) pela Confederação Brasileira de Jiu-Jitsu Esportivo (CBJJE). As duas entidades são hoje as principais representantes do esporte.

O ASP foi bi-campeão brasileiro de no-gi (2009/2010) pela CBJJ, no Tijuca Tênis Clube do Rio de Janeiro. O ano de 2010 foi muito bom para o atleta, que também foi campeão do circuito paulista na categoria pesadíssimo.

O atleta é instrutor de defesa pessoal, tonfa e algemas, técnicas de imobilização e táticas de intervenção. Também ministra aulas de jiu-jitsu e artes marciais mistas na base do GIR da capital para os operacionais do grupo, funcionários da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), alunos da Escola de Administração Penitenciária (EAP) em formação ou especialização, policiais civis, militares e agora, recentemente, para as forças armadas.

De acordo com Dib, “o reconhecimento e procura pelas aulas veio com muita dedicação nas competições realizadas no Brasil e em outros países”, destacou o agente penitenciário.

No início de 2011 o atleta conquistou a vaga para o torneio que será realizado nos Emirados Árabes Unidos, em Abu Dhabi, no oriente médio. Dib garantiu a vaga tornando-se campeão da seletiva brasileira do Abu Dhabi Projj, em Gramado-RS, na categoria faixa marrom-preta.

O ASP considera essa vitória, juntamente com os mundiais, como suas maiores conquistas esportivas, devido ao elevado nível dos competidores, já que o torneio do Abu Dhabi Combat Club tem seletivas em todo o mundo e somente os campeões e medalhistas podem competir, ou convidados do sheik Mohammed Bin Zaied, dono do País e idealizador do torneio no-gi, considerado o maior do mundo, tanto pelo nível dos competidores quanto pelas premiações.

Conforme o atleta, em qualquer lugar em que for competir, o nome do GIR sempre estará com ele, “no kimono, na camiseta ou short, os patchs do GIR sempre estão à mostra para todos”, afirma Dib. O servidor ressalta que tem orgulho do que faz e não esquece de onde é, pois tem o apoio de todos os componentes do GIR, comandos e operacionais, do coordenador da CCAP, além do reconhecimento da SAP. Por isso, faz questão de levar o nome do GIR onde quer que esteja. O atleta lembra ainda que sua maior inspiração vem de sua mãe.

Dib destaca que tem um projeto de ampliação da academia do GIR da capital para que possa trabalhar com as ASPs femininas e filhos de funcionários em geral. Para ele, as aulas irão proporcionar não somente saber se defender, mas também uma melhor qualidade de vida.

Neste mês de julho, o ASP pretende defender seus títulos e sagrar-se bi-campeão de Jiu-Jitsu no mundial em São Paulo. Na sequência, em novembro, em Long Beach, na Califórnia, e em seguida a busca pelo tri-campeonato brasileiro de no-gi, no Rio de Janeiro, além do panamericano de no-gi que será realizado em Nova Iorque. São esses os focos de conquistas que Dib traçou como metas para 2011.

Entre os apoiadores, Dib conta com a parceria do GIT, da RC3 (do jogador Roberto Carlos), Ethika suplementos, Adts e Sindasp-SP.

Fonte: Carlos Vitolo em http://sindasp.org.br/v3/modules/publisher/item.php?itemid=400
Assessor de imprensa do Sindasp-SP
imprensa@sindasp.org.br

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Grupo de intervenção rápida (GIR) recebe menção no Prêmio Mário Covas

A iniciativa foi inspirada em brigadas de incêndio adotadas nas empresas privadas





O programa Grupo de Intervenção Rápida, desenvolvido pelo Centro de Detenção Provisória de Sorocaba, instituição ligada à Secretaria Estadual de Administração Penitenciária, foi agraciado com menção honrosa no Prêmio Mário Covas, na categoria Inovação em Gestão. Formado por agentes de segurança penitenciária, o objetivo do grupo é resolver conflitos no sistema carcerário.

Criado em agosto de 2001, sua inspiração veio das brigadas de incêndio existente na iniciativa privada. Entre outras atribuições, tem a função de prestar o primeiro combate a rebeliões, promover a apreensão de armas, remoção de lideranças negativas e localizar túneis no interior dos presídios.

Com treinamento tático baseado em ações do Exército e da Polícia Militar, o grupo é preparado para contenção de tumultos em ambientes fechados, utilizando-se de armamento não letal e equipamento como capacetes, coletes e escudos.Desde a criação do Grupo de Intervenção Rápida, há nove anos, o Centro de Detenção Provisória de Sorocaba não registra fugas, homicídios ou rebeliões.

Dezessete meses antes, o presídio havia computado 19 homicídios, 114 fugas e três rebeliões, numa delas, inclusive, com morte de servidor.

Em razão do sucesso da iniciativa, a Secretaria da Administração Penitenciária criou outros oito grupos semelhantes para atuarem nos presídios paulistas. Na Capital e Grande São Paulo, existe um grupo; no Vale do Paraíba e Litoral, dois; na Região Central, dois; na Região Noroeste, um; e Região Oeste, 2.

A medida beneficiou a sociedade, que se livrou de conviver com os conflitos no interior das unidades prisionais, e os presos, poupados dos violentos confrontos com a tropa de choque da Polícia Militar - frequentemente chamada para manter a ordem nos casos de motins.

Prêmio Mário Covas
O Grupo de Intervenção Rápida foi um dos sete projetos agraciados com menção honrosa no Prêmio Mario Covas, instituído com o objetivo de valorizar as boas práticas de gestão públicas. O prêmio, entregue nesta terceira-feira na Sala São Paulo, na capital, é uma iniciativa da Secretaria de Gestão Pública, realizada por meio da Fundação do Desenvolvimento Administrativo (Fundap), que tem o apoio da Fundação Mario Covas. O Prêmio foi instituído pelo decreto nº 49.191, em novembro de 2004. Nas cinco primeiras edições concorreram 1.013 projetos, sendo 246 finalistas e 52 premiados.